quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conhecendo as Categorias (FORMULA 1)


A Fórmula 1 é a mais popular modalidade de automobilismo do mundo no início do século XXI. Ela tem o objetivo de ser a categoria mais avançada do esporte a motor. É regulamentada pela Fédération Internationale de l'Automobile (FIA), com sede em Paris. Ao contrário do que muitos acreditam, o registro oficial da categoria consta como Fórmula Um (Campeonato Mundial de Fórmula Um), com o númeral escrito por extenso, mas também se aceita o uso do 1 e do I.

A história da Fórmula 1 tem início com as competições de Grandes Prêmios disputadas na Europa, no início do século XX. Apenas durante a Segunda Guerra Mundial, houve uma pausa. As competições de Grande Prêmio recomeçaram logo após o fim do conflito, em 9 de Setembro de 1945, prosseguindo até a atualidade, sem interrupções.

Anos 1950: o início

Seguindo os dirigentes do automobilismo, a FIA anunciou a prova inaugural do campeonato mundial de F-1, em um sábado, 13 de maio de 1950 no Circuito de Silverstone, na Inglaterra, para não coincidir com um culto religioso local.
História de Silverstone
O campeonato anunciado compreendia 6 GP's a serem disputados na Europa: Inglaterra, Mônaco, Suíça, Bélgica, França e Itália, e seria ainda adicionado o resultado das 500 Milhas de Indianápolis, tornando, dessa maneira, um campeonato "mundial" (apesar do fato de que os carros, equipes e pilotos que competiam nos EUA serem completamente diferentes dos da Europa).

Devido às dificuldades do pós-guerra, os carros eram todos do pré-guerra. Permitiu-se a participação de carros com motores superpressurizados até 1,5 litro ou com motores aspirados de 4,5 litros. A confirmação da presença da Alfa Romeo foi determinante para o momento. Sua participação com as Alfettas, dominantes na época, trouxe prestígio para o campeonato. Confirmaram presença a Ferrari (mas os carros não ficaram prontos para a prova inaugural), Maserati, algumas "Voiturettes" ERA e carros esportivos modificados, como os Talbots.

Seriam descartados os 3 piores resultados das 7 corridas disputadas. A pontuação era assim dividida: 8 pontos para o primeiro colocado; 6 para o segundo; 4 para o terceiro; 3 para o quarto; 2 para o quinto colocado e um ponto para o piloto que marcasse a volta mais rápida da prova.

A prova inaugural em Silverstone contou com um público de 100.000 pessoas estimadas, além da presença do Rei George VI, a Rainha Elizabeth e a princesa Margareth.

Após o domínio nos dois primeiros anos das Alfettas e as antigas voiturettes, a Ferrari apresenta um carro vencedor com motor de 4,5 litros e domina completamente os anos de 1952 e 1953, dando a Alberto Ascari o título de bicampeão. Neste momento, a Alfa, que competia ainda com as Alfettas (projeto do pré-guerra) não tinha recursos financeiros para investir no desenvolvimento de um novo projeto e decide abandonar a categoria.
O grande campeão Juan Manoel Fangio
Em 1954, a Mercedes-Benz retorna ao esporte com um carro perfeito que deu a Juan Manuel Fangio mais 2 títulos, tornando-se tricampeão mundial. Os carros são menores, com motores de 2,5 litros. Ao final de 1955, a Mercedes abandona as competições em razão da tragédia de Le Mans ocorrida naquele ano, quando mais de 80 espectadores morreram quando a Mercedes de Pierre Levegh projetou-se sobre a multidão. Neste momento, a Ferrari contrata Fangio, que conquista o quarto título na F-1. Em 1957, ele conquista seu quinto (e último) título pela Maserati.

Em 1955, a Vanwall, primeira equipe inglesa de F-1, apresenta um carro originalmente concebido para a Fórmula 2 de 2,0 litros, porém equipado com freios a disco e injeção de combustível. Em 1956, a Vanwall apresenta o motor de 2,5 litros e um novo chassi concebido por Colin Chapman, que nesta época desenvolvia carros esporte para a Lotus. Após algumas modificações introduzidas na suspensão por Chapman e a contratação de um especialista em carrocerias, Frank Costin, o carro da Vanwall tornou-se extremamente competitivo. Para brigar pelo campeonato foram contratados 2 excelentes pilotos: Stirling Moss e Tony Brooks. Assim, a Vanwall se tornou a primeira equipe campeã de construtores em 1958.

Em 1958, a Cooper apresenta um pequeno carro (baseado nos modelos da Fórmula 3 de 500cc) com motor de fabricação própria, montado na parte traseira, com um acentuado índice de avanço técnico comparado aos carros da época. Este carro marcou os modelos da década que se iniciava já sendo campeão de construtores e de pilotos, com o australiano Jack Brabham, em 1959 e 1960.

As cores dos carros

As cores tradicionais dos carros no início da Fórmula 1 eram: o verde para as equipes inglesas, o vermelho para as italianas, o azul para as francesas e o branco alemão. Nessa época, a F-1 era essencialmente um esporte, e o mercantilismo ainda não tinha tomado conta. As equipes eram mantidas com ajuda das empresas de petróleo e fabricantes de pneus. Essa obrigação durou até 1968.

A primeira mulher

No ano de 1958, pela primeira vez a Fórmula 1 teve uma mulher piloto alinhando no grid. Foi a italiana Maria Teresa de Filippis.Ela tentou se classificar para 5 grandes prêmios, quatro deles pela equipe Maserati e um pela Porsche. Classificou-se para três deles. Sua melhor atuação foi em sua segunda corrida, na Bélgica em 1958, quando largou na 15ª colocação e terminou na 10ª.
Documetário japonês sobre Maria Teresa de Filippis

Anos 1960

Devemos, antes de tudo, ter cuidado ao analisar este período sem o romantismo que temos costume de enxergar estes anos, pois senão corre-se o risco de não dar o valor merecido a este importante momento da categoria. Nos anos 1960 ocorreram as mais profundas mudanças na Fórmula 1. Foi o grande momento para os entusiastas (também chamados na época de garagistas, com um tom de menosprezo pelas grandes fábricas). Consolidou-se o motor traseiro, a tecnologia de 4 válvulas por cilindro, Chapman iniciou uma nova era com o monocoque e a maior das descobertas: a aerodinâmica. Diferentes asas e spoilers apareceram a partir de 1967, mas, após 1968 é que aconteceu uma revolução neste campo.
A Formula 1 dos anos 60
A década começou com motores gerando 160hp e terminou com carros equipados com o motor Cosworth DFV chegando a desenvolver 450hp, o que determinou um avanço no desenvolvimento dos pneus que se tornavam cada vez mais largos, mas ainda providos de sulcos. Mas os pilotos já precebiam que com o desgaste nem sempre se perdia em aderência, e já no início de 1970 os primeiros pneus slick apareceram.

No campo da propaganda, esta época foi decisiva para o futuro das competições na Fórmula 1 como conhecemos hoje. A Lotus se juntou a uma empresa de tabaco em 1968, e criou a equipe Gold Leaf Lotus, com carros pintados de vermelho, branco e dourado, o que fez desaparecer o tradicional verde britânico. As competições se transformaram num meio comercial.

Mas os anos 1960 também trouxeram muitas mortes nas pistas. Jackie Stewart passou a exigir mais segurança na Fórmula 1. Tudo começou num gravíssimo acidente que ele sofreu em 1966 na pista belga de Spa-Francorchamps. Uma tempestade atingiu o circuito, e deixou seco somente o grid de largada. Na rápida Masta Straight, a BRM de Stewart girou e caiu em uma vala, e ele ficou preso no carro com o macacão encharcado de gasolina, enquanto Graham Hill e Bob Bondurant tentavam desparafusar o volante para poderem retirar Stewart de dentro do monocoque avariado. A partir daí, disse que não correria na equipe se não tivesse segurança no carro. Foi ele que idealizou o capacete que cobre toda a cabeça do piloto e do macacão antichamas. A partir daí, ele chegou a ser ridicularizado por aqueles que achavam que as competições deviam ser um esporte de riscos. Ficou, inclusive, conhecido como homem vacilante, mas se tornou campeão do mundo por 3 vezes.

O ano de 1960 registrou a última vitória de um carro com o motor de 2,5 litros montado à frente do piloto na Fórmula 1, uma Ferrari pilotada por Phil Hill, na pista inclinada de Monza. A Cooper se tornou campeã de construtores e seu piloto, Jack Brabham, o campeão dos pilotos, assim como acontecera em 1959.

A partir de 1961, os dirigentes da Fórmula 1 optaram pelos motores de 1,5 litro, o que trouxe de volta o domínio dos carros vermelhos da Ferrari de nariz de tubarão. Phil Hill se tornou campeão de 1961 com 5 pontos de vantagem sobre Wolfgang von Trips, também da Ferrari, que se sagrou campeã entre os construtores. Entretanto, a conquista ferrarista foi ofuscada pela trágica morte de Von Trips, em plena Monza.

Em 1962, os ingleses reagiram e as equipes BRM (campeã de construtores e pilotos, com Graham Hill em 1962) e Lotus (campeã em 1963) passaram a dominar o circuito. Em 1964, a Ferrari retoma o título de construtores e pilotos com John Surtees (que já tinha 7 títulos de Motovelocidade nas 350cc e 500cc quando foi para a Fórmula 1). A Lotus venceu o campeonato de 1965, novamente com Jim Clark, tendo conquistado o título individual, como já havia ocorrido em 1963.

Em 1966, a Fórmula 1 passou a contar com motores de 3,0 litros, mas os motores de até 1,5 litro superpressurizados também eram permitidos (mas foi ignorado na época). Jack Brabham conquistou seu terceiro e último título de campeão de Fórmula 1, mas registrou um feito até os dias de hoje único: foi campeão de construtores e pilotos tendo fabricado o próprio carro! Em 1967, a Brabham vence o campeonato, mas desta vez o piloto neozelandês Denny Hulme supera "Old Jack" por 3 pontos e conquista o título.

Graham Hill venceu o campeonato de 1968, e a Lotus foi a campeã dos construtores, mas o ano ficou marcado pela morte de Jim Clark, no dia 7 de Abril, em uma prova de F-2 em Hockenheim. Tal qual 26 anos após, em Ímola, o mundo do esporte ficou terrivelmente abalado. Após sua morte, Jackie Stewart iniciou a cruzada pela segurança no esporte.

1969 marcou a entrada na Fórmula 1 do potente motor Ford-Cosworth DFV, que exerceu domínio na F1 tendo sido usado até 1981 e tendo conquistado 10 títulos. Correndo pela equipe francesa Matra, Stewart conquista seu primeiro título, dando à Matra sua única conquista entre os construtores.

Anos 1970

Não podemos analisar a década de 1970 na F1 sem falarmos de Bernie Ecclestone, Colin Chapman, o motor V8 Ford-Cosworth DFV e a equipe Renault.
A Formula 1 da década de 70
 
No ano de 1971, Ecclestone comprou a equipe Brabham pela quantia de £100.000. Em 1972 assumiu a direção de uma organização criada pelas equipes inglesas, a FOCA (Formula One Constructor´s Association), com o objetivo de negociar suas participações junto aos organizadores das competições. Os proprietários dos circuitos tinham até o final dos anos 1960 toda vantagem comercial nas negociações, chegando a controlar a receita das equipes e deter poder político dentro da CSI (Commision Sportif Internationale) - sub-comissão esportiva da FIA. Ecclestone unificou a Fórmula 1 e criou condições para a realização das competições que os proprietários de circuitos tiveram que aceitar, anulando o poder que estes detinham até então. Em 1979, Ecclestone foi o escolhido pela FIA para negociar e administrar os direitos de transmissão de TV.

No final da década de 1960, os fabricantes de carros concentravam seus investimentos em carros esportivos, mas com a introdução do motor Ford-Cosworth DFV em 1967, as equipes podiam concentrar atenção e verba no desenvolvimento de chassis; O DFV estava disponível a qualquer equipe pelo custo de £7.500 por unidade. Em 1974 as únicas equipes que não o utilizavam eram a Ferrari e a BRM. O crescente aumento de audiência na TV criou um atrativo para patrocinadores, inicialmente os que não faziam parte da indústria automobilística, como o segmento tabagista. Não tardou para os fabricantes de carros voltarem a participar da F1.

Em 1977, a Renault retornou às corridas de Grande Prêmio (após ter se retirado em 1906), com o projeto de fazer do motor turbo um vencedor na Fórmula 1, que já era desenvolvido em corridas de carros esporte e endurance, como Le Mans. O V6 Turbo francês, que produzia mais de 1.000 HP, preocupava as equipes que utilizavam (sem outra alternativa) o Cosworth DFV e quando em 1978, Colin Chapman descobriu o efeito-solo (compensar a falta de potência prendendo o carro ao solo), deu uma sobrevida de mais 6 anos ao DFV. A Renault obteve seu primeiro triunfo em julho de 1979, com a vitória de Jean-Pierre Jabouille no GP da França, marcado pelo antológico duelo entre René Arnoux e Gilles Villeneuve.
Duelo René Arnoux X Gilles Villeneuve
Os anos 1970 também revolucionaram a fabricação dos pneus. Em 1971, foram adotados os pneus Slick (sem sulcos), que alguns pilotos ainda achavam que seriam escorregadios, e quando do retorno da Renault em 1977, a Michelin foi sua parceira no fornecimento de pneus, utilizando, pela primeira vez na Fórmula 1, os pneus Radiais. O sucesso foi imediato. Já em 1978, a Ferrari trocou a Goodyear (com tradicionais pneus de lonas diagonais) pelos radiais da Michelin.

No que tange à competição na pista, a década começou com um acontecimento curioso, ligado a um fato triste: o campeão da temporada de 1970 foi o austríaco Jochen Rindt, que é até hoje o único campeão póstumo da categoria. Apesar de ter iniciado sua carreira na Fórmula 1 em 1964, somente em 1969 teve um carro a altura de seu talento, quando veio a primeira vitória. Na temporada de 1970, foram 5 vitórias quando em uma sessão de treinos em Monza, entrou forte na Parabólica e perdeu o controle da Lotus, o que causou sua morte instantânea. Rindt tinha 45 pontos nesta altura da temporada, e com o resultado da prova de Monza Clay Regazzoni (31 pontos), Jack Brabham (25 pontos), Stewart (25 pontos), Hulme (23 pontos) e Jacky Ickx (19 pontos) entraram na briga pelo título com 3 provas a disputar e 18 pontos em jogo. 

Na prova seguinte, no Canadá, Brabham, Stewart e Hulme abandonaram e se despediram da disputa do título. A próxima corrida seria disputada em Watkins Glen e Ickx, que havia vencido no Canadá, precisava de vencer esta e a última corrida, no México, e Regazzoni, 2°colocado no Canadá, precisava de 1 vitória e um segundo lugar, mas Ickx chegou em 4º, Regazzoni não marcou nenhum ponto e desta forma a temporada estava decidida. Com uma vitória no México, Ickx tornou-se o vice-campeão e Regazzoni, que chegou em 2º na última prova, ficou com a terceira colocação no campeonato. Vale aqui o registro que o GP da Inglaterra, o sétimo de um total de treze, marcou a estréia daquele que abriu as portas para os pilotos brasileiros na Europa: Emerson Fittipaldi, que na sua temporada de estréia já venceu sua primeira corrida, o G.P. dos Estados Unidos, em Watkins Glen.

A temporada de 1971 foi inteiramente dominada por Jackie Stewart, que viria a se tornar o maior piloto daquela década - mesmo com a estréia de Niki Lauda, guiando um Tyrrell 003. Ao final da temporada, Stewart fechava com 62 pontos, contra apenas 33 pontos de Ronnie Peterson, com 6 vitórias e um 2º lugar em 11 provas disputadas.

1972 foi o ano de Fittipaldi. Com 5 vitórias, 2 segundos lugares e um terceiro, somou 61 pontos, sagrou-se campeão com 2 provas de antecedência. Com 45 pontos e 5 vitórias, coube a Stewart o vice-campeonato e com 39 pontos Denny Hulme ficou em terceiro. Emerson se tornou o mais jovem campeão do mundo com 25 anos, estatística que foi batida somente em 2005 por Fernando Alonso.

Em 1973, Stewart deu o troco e conquistou seu terceiro e último título mundial de Fórmula 1. Com 5 vitórias, 2 segundos, 1 terceiro, 2 quartos e 2 quintos lugares (não marcou em apenas 2 provas) somou 71 pontos, 16 a mais que Emerson, o vice-campeão. Ronnie Peterson, companheiro de Fittipaldi na Lotus, ficou em terceiro, a apenas 3 pontos do brasileiro. No GP da África do Sul, o terceiro da temporada, mais um brasileiro estreou na F-1: José Carlos Pace, que somou 3 pontos no ano. 1973 marcou também a aposentadoria de Stewart, aos 34 anos, após 9 temporadas, 101 GP's, 27 vitórias, 17 poles e 15 voltas rápidas. A Tyrrell Racing jamais seria forte novamente.

A temporada de 1974 também foi muito disputada e faltando 2 provas para o final, Clay Regazzoni (Ferrari) tinha 46 pontos, Emerson Fittipaldi (que trocou a Lotus pela McLaren) tinha 43 pontos, Jody Scheckter (Tyrrell) tinha 45 e Niki Lauda (Ferrari) somava 38. A prova a seguir seria disputada no Canadá e foi vencida por Emerson, seguido de Regazzoni. Scheckter e Lauda abandonaram. Para a última prova, nos Estados Unidos, novamente em Watkins Glen, Scheckter precisava da vitória, pois Emerson e Regazzoni estavam empatados com 52 pontos. Quem venceu foi o argentino Carlos Reutemann, com o brasileiro Pace em segundo, seguido de James Hunt e Emerson Fittipaldi, que se tornou bicampeão mundial de Fórmula 1. Regazzoni terminou em 11º e Scheckter não completou a prova.

Em 1975, Lauda não deu chance a ninguém. Fechou o ano com 64 pontos, 19 de vantagem para Emerson, que foi o vice-campeão, seguido por Reutemann, que somou 37 pontos. Nos anos 1970 morriam 2 pilotos por temporada e ao chegarem em Barcelona, para o GP da Espanha, os pilotos verificaram que os guard rail's não haviam sido colocados de forma correta. Fittipaldi deu um ultimato aos organizadores de que os pilotos não treinariam "enquanto o guard rail for peça decorativa". Os organizadores ameaçaram confiscar carros e equipamentos nos boxes forçando aos donos de equipes obrigarem seus pilotos a entrarem na pista. Emerson, Wilson Fittipaldi Júnior e Arturo Merzario tiveram coragem de ficar fora da pista. 1975 marcou a estréia da Copersucar-Fittipaldi, que disputou o campeonato de F1 até 1982. Este ano foi marcante para José Carlos Pace, que somou 24 pontos e conquistou sua primeira (e única) vitória, no Grande Prêmio do Brasil, em Interlagos, autódromo que hoje leva seu nome.

A temporada de 1976 começou muito boa para Lauda. Após 5 vitórias na primeira metade do ano, ele sofreu um terrível acidente no Grande Prêmio da Alemanha, e só sobreviveu graças a coragem de Arturo Merzario, Brett Lunger, Harald Ertl e Guy Edwards. Lauda, que passou 4 dias na UTI (tendo chegado até a receber a extrema-unção, em virtude de seu gravíssimo estado de saúde), lutou para recuperar a forma a tempo de disputar o Grande Prêmio da Itália, em Monza, onde chegou em quarto lugar. Alcançou o mesmo resultado na prova seguinte, no Canadá. Não marcou pontos nos EUA. Foi para a última prova no Japão, onde enfrentou um temporal que o fez resolver abandonar a prova, permitindo assim que James Hunt (McLaren) conquistasse seu único título por apenas um ponto de vantagem. Esta temporada marcou a saída de Emerson Fittipaldi da McLaren, indo ser piloto da Copersucar, abrindo mão de lutar por um possível terceiro título mundial. O brasileiro somou 3 pontos em 1976.

A midia arrasou Lauda, chegando a dizer que ele havia se acovardado, mas ao conquistar o título de 1977, o tri-campeonato, tornou-se maior novamente. Somou 72 pontos contra 55 de Jody Scheckter e 47 de Mario Andretti. Lamentavelmente, para os torcedores brasileiros, no dia 18 de Março de 1977, Pace sofreu um acidente fatal com seu monomotor ao retornar da fazenda de um amigo que faleceu também no acidente, em Mairiporã, na Grande São Paulo.

Em 1978, Lauda mudou-se para a Brabham, mas viu a Fórmula 1 ser dominada pela Lotus. Mario Andretti conquistou o título com 13 pontos de vantagem sobre seu companheiro de equipe, Ronnie Peterson. O "sueco voador" não terminou aquela temporada. Um acidente depois da largada do Grande Prêmio da Itália, em Monza, envolvendo vários carros o vitimou. O ano de 78 marcou a entrada do brasileiro Nelson Piquet na Fórmula 1, correndo pela equipe Ensign.

O título de 1979 foi disputado pelos pilotos da Ferrari, Jody Scheckter e Gilles Villeneuve que conquistaram 3 vitórias e 3 segundos lugares cada um, mas com vantagem para Scheckter, que somou 51 pontos contra 47 do canadense. O australiano Alan Jones somou 40 pontos, com 4 vitórias e 1 terceiro lugar e terminou o ano na terceira colocação. Ao final da temporada, Niki Lauda comunicou que estava se aposentando por não ter motivação para correr.

Anos 1980 - A era McLaren-Williams e os tricampeonatos de Lauda e Piquet

Depois das emocionantes temporadas da década de 1970, chegou a década de 1980. A Williams e McLaren imperavam nas pistas, mas equipes tradicionais, como Lotus e Ferrari, começavam a sentir a crise. Tal período foi considerado um dos melhores da história da F-1. 

Em 1980, o australiano Alan Jones triunfou com a sua Williams. Em 1981, deu Nelson Piquet, competindo pela Brabham. 1982 foi um ano triste para alguns torcedores, devido aos acidentes fatais de Gilles Villeneuve e Riccardo Paletti. Mas o austríaco Niki Lauda, que havia se afastado da categoria depois de 1979, retornou, agora como piloto da McLaren. O finlandês Keke Rosberg surpreendeu e ganhou o campeonato com apenas uma vitória. Em 1984, Lauda faturou o tricampeonato por apenas meio ponto de diferença sobre Alain Prost - se Prost tivesse vencido o Grande Prêmio de Mônaco (com mais da metade da corrida disputada), interrompido pela chuva, o francês seria campeão. Foi nessa temporada que surgiu Ayrton Senna, um dos maiores pilotos da história da categoria. 

Entrevista com Airton Senna antes de sua entrada na Formula 1
Vitória de Piquet no GP do Brasil de 1983
Em 1985, Prost não deixa o título fugir. Em 1986, ele repete a dose, aproveitando os estouros dos pneus dos carros de Piquet e de Nigel Mansell. Em 1987, a disputa seria entre Piquet e o inglês. O Leão bateu forte em Suzuka, e não teve condições de correr. Piquet conquistou o tricampeonato.

Primeira Vitória de Senna em 1985

1988-1989: o domínio da McLaren e a histórica disputa entre Senna e Prost

A rivalidade Senna X Prost
1988 e 1989 foram os "anos McLaren", pois Ayrton Senna, vindo da Lotus, e Alain Prost, que havia vencido em 85 e 86, reinaram absolutos. Em 1988, Senna conquistou seu primeiro título mundial numa temporada em que a McLaren venceu 15 das 16 provas disputadas. Apesar da supremacia da equipe, o ano foi marcado pelo duelo histórico entre os dois pilotos, com Senna vencendo oito corridas e Prost conquistando a vitória em sete provas. Senna chegou ao título na penúltima prova do campeonato, no Grande Prêmio do Japão, numa das suas maiores exibições de toda a sua brilhante carreira. O piloto brasileiro largou na pole position, mas teve problemas logo no início com o motor de seu carro. Este detalhe deixou Senna parado no grid por alguns segundos e o fez cair para a décima quarta posição, trazendo maior dramaticidade à disputa com Prost, que assumiu a liderança da corrida. Numa recuperação incrível, Senna ultrapassou seus adversários, alcançando a segunda posição na vigésima volta e tomando a liderança do piloto francês na vigésima oitava, conquistando o campeonato e inserindo seu nome definitivamente no hall dos maiores pilotos da história da Fórmula 1.

Primeiro  campeonato mundial de Formula 1 de Ayrton Senna
Em 1989, Prost faturou o tricampeonato, igualando-se a Nelson Piquet, Jack Brabham, Jackie Stewart e Niki Lauda em número de títulos. O título do francês foi polêmico e também teve como palco o Grande Prêmio do Japão. Em nova disputa emocionante, ele e Senna bateram em uma curva, depois de uma fechada do francês, que tinha a vantagem na pontuação do campeonato e lucraria com o abandono de Senna. Enquanto Prost deixou a corrida, o piloto brasileiro se manteve na pista e venceu a prova, mas foi desclassificado por cortar caminho na chicane e ser empurrado pelos fiscais de prova. Com a desclassicação, a vitória ficou com o italiano Alessandro Nannini, da Benetton e o título ficou com Prost.
Manobra que deu o titulo de 1989 para Alan Prost

Anos 1990

1990-1993: duelos quentes

A década de 1990 foi um divisor de águas na F-1. Em 1990, Senna dá o troco em Prost, que estava na Ferrari. Ambos bateram, agora na largada do Grande Prêmio do Japão, e ficaram fora. Nelson Piquet venceu a prova, com Roberto Pupo Moreno em segundo, e Aguri Suzuki, da Larrousse, chegou em terceiro lugar, melhor resultado de um piloto japonês na F-1. 
Acidente que deu o titulo de 1990 a Ayrton Senna
Última dobradinha do Brasil na Formula 1
Em 1991, deu Senna novamente. Nesse ano, surgiu aquele que seria o maior recordista da categoria, Michael Schumacher, substituindo o belga Bertrand Gachot, preso por ter se envolvido em uma briga em Londres. 
Vitória de Senna em Interlagos 1991
Título de Senna de 1991
Michael Shumacher em seu primeiro ano de Formula 1
Em 1992, Nigel Mansell consegue o título, e se manda para correr na CART, se sagrando campeão. 
Melhores Momentos da temporada de 1991
 
Melhores Momentos da temporada de 1992
Já em 1993, Alain Prost, depois de se licenciar para uma fracassada passagem como piloto de teste da Ligier em 1992, se tornando comentarista em seguida, voltou com tudo. Ele foi tetracampeão pela Williams e encerrou definitivamente sua vitoriosa carreira.
Vitória de Senna em Interlagos em 1993
Melhores Momentos da temporada de 1993
Última vitória de Senna na Formula - 1

1994 - A morte de Senna e o começo da Era Schumacher

1994 é considerado o annus horribilis da Fórmula 1 por causa de inúmeros acidentes. Em San Marino, ocorreu o chamado "Fim de semana negro". Na sexta-feira, Rubens Barrichello, da Jordan-Hart, sofreu um forte acidente na Variante Bassa, e foi impedido de correr, sendo substituído por Andrea De Cesaris. 

Acidente de Rubens Barrichello
No sábado, Roland Ratzenberger, piloto da Simtek, roda na curva Villeneuve, e bate brutalmente no muro. Ele morreu pouco tempo depois. 

Acidente de Ratzenberger
Na corrida, outro acidente assustou a torcida: o português Pedro Lamy espatifou a sua Lotus na Benetton de Jyrki Järvilehto, mas os dois saíram ilesos. Oito torcedores ficaram feridos após serem atingidos por um pneu que voou por sobre a arquibancada. Mas os torcedores esperavam o pior: Ayrton Senna, que abria distância frente a Schumacher, perde o controle da Williams (após a quebra da coluna de direção do seu carro, que fez com que o carro passasse direto na curva, chocando-se com o muro. Com o impacto, a suspensão dianteira direita se partiu, e a ponta do triângulo do braço da suspensão o atingiu na têmpora) e bate violentamente na curva Tamburello. O brasileiro sofreu ferimentos graves, e foi internado no Hospital Maggiore de Bolonha. Porém, o tricampeão faleceu. As comunicações no circuito entraram em colapso, permitindo que o piloto francês Érik Comas, da Larrousse, deixasse o pit-stop e retornasse à corrida quando ela já havia sido interrompida. Comas (ex-piloto da Ligier e campeão da Fórmula 3000 em 1990) somente entendeu o que estava acontecendo quando os fiscais de pista mais próximos ao acidente tremularam nervosamente suas bandeiras vermelhas indicando-lhe a situação, o helicoptero estava parado na pista logo depois da curva tamburello, onde Senna havia batido sua willams, uma curva que é feita a cerca de 300km/h. Se não fosse a atitude dos fiscais ao balançarem as bandeiras vermelhas(prova interrompida), Comas vindo na curva tamburello a mais de 300km/h, não conseguiria freiar e poderia ter batido no helicóptero. O experiente italiano Michele Alboreto se atrapalha nos boxes, e o pneu traseiro esquerdo de sua Minardi escapa, se chocando contra os mecânicos da Ferrari e ferindo um da Lotus. 

Acidente de Ayrton Senna em Imola 1994
O terror parecia continuar quando Karl Wendlinger, da Sauber, bateu na saída do túnel em Mônaco. O austríaco ficou em coma, se recuperou, mas não voltou. No fim, deu Schumacher. O alemão da Benetton chegou à Austrália com um ponto de vantagem sobre Damon Hill, da Williams. Os dois bateram, e ficaram fora. Nigel Mansell, que voltara da Indy, venceu a corrida. Ao fim dessa temporada, duas equipes se despediram melancolicamente: a Larrousse, que somou dois pontos, e a Lotus, que após 36 anos de trabalho, teve um fim indigno, não marcando nenhum ponto, ficando à frente apenas da fraca Simtek.

Manobra que deu o titulo de 1994 a Michael Shumacher
Melhores Momentos da temporada de 1994

1995-1999: o bicampeonato de Schumacher, os títulos de Damon Hill e Jacques Villeneuve, o bicampeonato de Mika Häkkinen e a quebra do jejum de títulos da Ferrari

Já em 1995, Schumacher ganhou o bicampeonato com relativa facilidade.
  
Vitória de Shummacher no GP do Pacífico de 1995
Em 1996, deu Damon Hill, e o herdeiro de Graham Hill se tornou o único filho de um campeão a repetir o feito do pai. 
Em 1997, Jacques Villeneuve, da Williams, faturou seu primeiro título na categoria. 

Título de Villeneuve em 1997

Em 1998 e 1999, a McLaren voltou com tudo. Mika Häkkinen venceu as duas temporadas por pequenas vantagens sobre Schumacher e Eddie Irvine. Neste último ano, a Ferrari encerrou o jejum de dezesseis anos sem um mundial de constutores.

Anos 2000: novos tempos

2000-2004: Domínio de Schumacher e da Ferrari

Entre 1998 e 2004, a "Era Schumacher" chegou ao auge, pois o germânico ganhou cinco campeonatos seguidos. Em 2003, Schumacher sofreu. Kimi Räikkönen, da McLaren, e Juan Pablo Montoya, da Williams, ameaçavam o reinado do ferrarista. Porém, nos EUA, Montoya teve um fraco desempenho, e somente Räikkönen era o único a bater Schumacher. No entanto, Kimi também não esteve muito bem, e Schummy venceu por dois pontos. Em 2004, Schumacher não teve piedade dos inimigos, e venceu quase tudo.
Primeira vitória de Rubens Barrichello

2005-2006: Alonso e Renault no topo

Em 2005 e 2006, Fernando Alonso, da Renault, garantiu o título, dando à Espanha o bicampeonato. 2005 foi também o ano de despedida de duas equipes tradicionais: a Minardi e a Jordan, que por pouco não protagonizaram um pódio histórico nos EUA, se Schumacher e Rubens Barrichello abrissem mão da vitória. Em 2006, Felipe Massa,substituto de Rubinho, venceu pela primeira vez. Três equipes estrearam nessa temporada: Super Aguri, S.T.R. e Midland. Foi também no certame de 2006 que Michael Schumacher se despediu após ter batido quase todos os recordes - apenas o de maior número de corridas não foi quebrado.

Primeira vitória de Felipe Massa GP da Turquia 2006

Vitória de Felipe Massa no GP do Brasil em 2006

Especial Michael Shumacher

2007: um duelo histórico

A temporada de 2007 foi uma das mais disputadas da história recente da categoria. Lewis Hamilton, estreante e primeiro piloto negro da história da F-1, conseguiu ser o piloto sensação da temporada, liderando a maior parte do tempo o campeonato de pilotos. Porém, nos GPs da China e do Brasil, os dois últimos, o jovem inglês cometeu dois erros que lhe custaram o título. Kimi Räikkönen, de forma inesperada, conquistou seu primeiro título mundial por uma diferença de apenas um ponto sobre Hamilton e Alonso. 

 Raikkone campeão de 2007
A temporada foi marcada também pelo caso de espionagem feita pela equipe McLaren sobre a Ferrari, que resultou na perda de todos os pontos da equipe McLaren, além de ter corrido o risco de ser excluída do campeonato. Felipe Massa ficou na quarta posição do campeonato.

2008: Brasil de volta à disputa do título

O campeonato de 2008 foi o mais disputado dos últimos tempos, com boa performance de pilotos novatos, com destaque para Sebastian Vettel, da Scuderia Toro Rosso, que se tornou o piloto mais jovem a vencer um GP da categoria. Nesse ano, houve melhora na perfomance de equipes como STR, Renault e Toyota, que podem figurar entre as grandes equipes em 2009.
A decisão aconteceu em Interlagos, onde Felipe Massa e Hamilton duelaram, até os últimos metros pelo título.

A decisão foi até a última volta. Felipe Massa precisava vencer e fez sua parte. Com a vitória de Felipe, Hamilton não podia chegar em posições inferiores ao quinto lugar. No final da prova, choveu mais forte. Todos trocaram pneus, menos Timo Glock, que passou Hamilton, e deixou o inglês segurando a pressão de Sebastian Vettel, com sua STR.

Vettel ultrapassa Hamilton, mas, na última curva, Glock, com pneus slick, "patinava", e com dificuldades visíveis de manter o carro na pista. Hamilton passou Timo, foi para o 5º lugar e conquistou seu primeiro título mundial por apenas 1 ponto de diferença.

O heptacampeão Michael Schumacher, em entrevista, disse que nunca viu corrida tão emocionante como a de Interlagos em 2008.

Titulo de Lewis Hamilton de 2008 no GP do Brasil
Esta temporada se revelou equilibrada entre grandes equipes como Ferrari, McLaren e Renault, que veio se recuperando no fim do campeonato. Não devem ser esquecidos os erros grotescos da Ferrari, que custaram o campeonato da equipe e de Massa.

Nelsinho Piquet conquistou bons resultados na segunda metade do campeonato. No entanto o herdeiro de Nelson Piquet teve sua carreira manchada na Formula 1, quando ao final da temporada foi revelada uma conspiração da equipe Renault, na qual ele confessou ter batido propositadamente (cumprindo ordens do chefe da equipe, Flavio Briatore, e o engenheiro chefe, Pat Symonds) na corrida de Cingapura, dando assim a vitória ao seu companheiro Fernando Alonso.
Entrevista com Nelson Piquet sobre o caso Nelsinho

Este ano marcou a aposentadoria do inglês David Coulthard, que abandonou logo na largada do GP de Interlagos, e a quebra do recorde de corridas disputadas, pertencente a Rubens Barrichello.

2009: a temporada das surpresas

O ano de 2009 foi marcado pela redenção do inglês Jenson Button, que havia perdido seu lugar com a saída repentina da Honda. Entretanto, Ross Brawn, que já havia trabalhado com Button e Rubens Barrichello em 2008, comprou o espólio da equipe japonesa e a rebatizou com seu sobrenome. Os motores dos carros eram da Mercedes-Benz, e na Austrália, Button teve um começo avassalador, quebrado somente no GP da China, vencido pelo alemão Sebastian Vettel, da RBR.

Além da Brawn GP e da RBR, merece destaque a ascensão da Force India, que equipado com motor Mercedes, fez um campeonato sem grandes erros como em 2007 (ainda com o nome Spyker) e 2008. Giancarlo Fisichella conquistou a primeira pole, o primeiro pódio e os primeiros pontos da equipe de Vijay Mallya, no GP da Bélgica. Adrian Sutil, companheiro de Fisico, também fez uma temporada acima das expectativas. O mesmo não se pode dizer de Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari, que após dez anos sem correr uma etapa da categoria, acabou sendo escolhido para suceder Felipe Massa, afastado após sofrer grave acidente na Hungria, ao ser atingido por uma mola do carro de Rubens Barrichello. Badoer não conseguiu pontuar e Fisichella assuimiu o posto, realizando seu sonho de pilotar um carro da Scuderia.
Acidente com Felipe Massa no GP da Hungria de 2009
100ª Vitória Brasileiro conquistada por Barrichello - GP Valência de 2009 
Titulo de Button no GP do Brasil de 2009
Na temporada de 2011 seriam disputados 20 Grandes Prêmios de Fórmula 1. Mas com o cancelamento do GP do Bahrein devido aos protestos no início do ano, serão apenas 19 corridas. Não haverá nenhum grande prêmio no continente africano. Os grandes prêmios serão disputados em diversos países da Ásia, Europa, Oriente Médio, Oceania, América, incluindo o Brasil. A grande novidade para esta temporada é o GP da Índia: a primeira prova no país será realizada no circuito de Jaypee.

Conhecendo as Categorias (FORMULA INDY)


A IndyCar (anteriormente Indy Racing League ou IRL), é o organismo que sanciona as principais competições automobilísticas de monoposto nos Estados Unidos. A partir de 11 de Janeiro de 2011 foi rebatizada como IndyCar.

A liga possui tres competições, a principal conhecida por IndyCar Series (usada em muitos lugares como sinônimo a Indy Racing League), conhecida no Brasil por Fórmula Indy, cuja sua prova principal é as 500 Milhas de Indianápolis, a Firestone Indy Lights, que é a categoria de acesso para IndyCar Series, e a USF2000, categoria de acceso.
A IRL é propriedade da Hulman and Co., que também é proprietária do complexo Indianapolis Motor Speedway e da Clabber Girl.

O termo "Indy" sempre foi utilizado desde o início do século 20 como referência às corridas de monopostos dos Estados Unidos, pelo fato delas estarem diretamente ligadas as 500 Milhas de Indianápolis. Em 1992 a administração do Indianapolis Motor Speedway registra oficialmente o nome IndyCar e sanciona para a CART se usufruir da marca.

Rompimento com a CART

A Indy Racing League surgiu em 1996 após Tony George, o dono do Indianapolis Motor Speedway, romper com a CART que comandava as corridas de monosposto desde 1979 alegando o motivo de preservar as corridas em circuitos ovais com carros de monoposto.

O foco central da IRL era uma categoria com baixo custo de produção em relação a CART (que começava a rivalizar com a Fórmula 1), e de manter as tradições americanas de corridas em ovais cujo evento principal é as 500 Milhas de Indianápolis, porém a partir do ano de 2005 foram introduzidas 3 provas em circuitos mistos e o número vem aumentando ao longo do tempo.
O Início da rivalidade
Acidente de Emerson Fittipaldi na U.S. 500 de 1996
Acidente de Scott Braiton nos Treinos para as 500 Milhas de Indianapolis de 1996

Corridas Iniciais da IRL

Quase todas as provas da IRL são realizadas em circuitos americanos com exceção de uma realizada no Japão no cicuito de Twin Ring Motegi. Em 2008 foi realizada uma etapa extracampeonato na Austrália, em Surfers Paradise.

Em 2001, os Brasileiros passaram a ter uma participação mais incisiva na IRL com Felipe Giaffone e Airton Daré. No ano seguinte a Penske migrou da CART trazendo com ela seus pilotos Hélio Castroneves e Gil de Ferran e conquistando 2 vice campeonatos, em 2003 entrou na categoria Tony Kanaan que no ano seguinte veio a conquistar o título da categoria.
Felipe Giaffone e sua chegada na IRL.
Vitória de Gil de Ferran nas 500 Milhas de Indianápolis de 2003

Em 2008 7 pilotos brasileiros competiram na IRL: Tony Kanaan (Andretti Green), Helio Castroneves (Penske), Vitor Meira (Panther), Bruno Junqueira (Dale Coyne), Enrique Bernoldi (Conquest), Mario Moraes (Dale Coyne) e Jaime Camara (Conquest)
Vitória de Hélio Castro-Neves nas 500 Milhas de Indianápolis de 2009
A temporada 2008 marca a unificação da categoria com a Champ Car, sucessora da CART, falida após a temporada de 2003.

Reunificação da IRL com a Champ Car

Em 2008, ocorreu a reunificação da Champ Car com a IRL. Com isso, a temporada de 2008 marca a unificação das duas categorias surgidas da cisão de 1996. A corrida mais popular da Champ Car, em Edmonton, foi remanejada para o calendário da IRL, enquanto Surfer's Paradise, na Austrália, foi uma prova extra-campeonato (fora do campeonato). Assim, a categoria ficou com 19 datas.
 
Um dos motivos principais para a fusão foi o fato de a Champ Car passar por várias dificuldades financeiras, o que obrigou a categoria a pedir falência à justiça americana após o anúncio da unificação. Isto ocasionou uma certa urgência nas negociações entre esta categoria e a IRL, para que as equipes pudessem, o mais rápido possível, ingressar em outra competição e não serem prejudicadas com seus patrocinadores.
Vitória de Cristiano da Mata e Título de Gil de Ferran
A IZOD IndyCar Series é a principal categoria da IndyCar. A categoria foi fundada por Tony George, proprietário do Indianapolis Motor Speedway, começando em 1996 após a separação da CART. Na época George alegava que estava criando a nova categoria, e levando a principal prova, as 500 Milhas de Indianápolis, para preservar a tradição norte-americana das prova em circutios ovais. Em 2008, a IRL e a Champ Car acabaram sendo reunificadas devido a sérios problemas financeiros da Champ Car. A Fórmula Indy - como é chamada no Brasil - é uma categoria que guarda grandes similaridades com a Fórmula 1, principalmente no que tange à silhueta dos carros. 

Do início até meados da década de 1990, a categoria teve a presença de inúmeros ícones do automobilismo mundial, como Michael Andretti, Emerson Fittipaldi - vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em 1989, Nigel Mansell, Nelson Piquet, dentre outros. Um dado interessante daquela época: depois do acidente entre Alain Prost e Ayrton Senna no GP do Japão de Fórmula 1, em que o título ficou com  o piloto francês, Ayrton Senna fez alguns testes na categoria americana por intermediação do compatriota Emerson Fittipaldi, mais precisamente na equipe Penske, cujo principal patrocinador - Marlboro - também constava na equipe McLaren F1. Algumas hipóteses que motivaram esses testes de Senna na Indy foram, além da problemática do ocorrido em 1989, um protesto contra a falta de segurança dos carros da Fórmula 1 na época.
Emerson Fittipaldi vencendo as 500 Milhas de Indianapolis de 1994
Nigel Mansell campeão da Indy 1993
Acidente de Nelson Piquet em nas 500 Milhas Indianapolis de 1992
Ayrton Senna em teste com a Penske
A IndyCar informou que deixará de utilizar os atuais chassis Dallara (que são utilizados desde a temporada 2003) e que a partir de 2012 serão utilizados motores turbo ao invés dos atuais motores aspirados. As construtoras Lola, Dallara, Swift, Delta Wing e BAT Engineering apresentaram seus modelos; é possível que a categoria deixe de ser monomarca e permita a competição entre várias construtoras. 

A IndyCar anunciou a Dallara como a construtora do novo chassi em 14 de Julho de 2010 no Indianapolis Motor Speedway. A Dallara construirá a "base" do carro permitindo que as equipes ou outros fabricantes construam seus próprios kits aerodinâmicos. Uma destas construtoras será a Lotus Cars, tradicional fabricante inglesa que teve um histórico vitorioso na Fórmula 1 (entre 1958 à 1994) e patrocina a equipe KV Racing. 

A Dallara informou também que terá uma nova sede no estado de Indiana e cuja fábrica gerará aproximadamente 80 empregos.

No dia 12 de Novembro de 2010, a Chevrolet anunciou que irá fornecer motores para a categoria. A Chevrolet forneceu motores para a IndyCar de 1979 à 1994 pela CART e de 2002 à 2005 pela IRL. 

Em 18 de Novembro, a Lotus Cars anunciou que irá fornecer motores a partir de 2012 e o chefe do grupo Lotus Cars Dany Bahar, disse que a Lotus tem a intenção de construir seu próprio chassi a partir de 2012. 

A partir desta temporada, a IndyCar terá 3 fornecedores de motores para a nova era de carros turbo. Desde a temporada 2006 a IRL utilizava apenas motores Honda. Chevrolet, Dallara e Lotus estão confirmados também como contrutores para os kits aerodinâmicos dos novos carros. Os novos motores serão turbo com capacidade de 2.2 litros, 6 cilindros produzindo entre 550 e 700 CV (cavalos-vapor) e serão alimentados pelo combustível flexível E85 (85 por cento de etanol).

Detalhes do atual carro da Fórmula Indy que será utilizado até o final da temporada de 2011.

Motor
Os F-Indy são equipados com o motor Honda de oito cilindros em "V", com quatro válvulas por cilindro, aspirado, de 3500 cm³ de cilindrada, que gera 650 hp a 10.300 rotações por minuto (rpm). Composto por bloco e cabeçotes de alumínio, o Honda Indy V8 pesa apenas 127 kg, ao mesmo tempo em que oferece grande durabilidade e dificilmente apresenta problemas entre as revisões. Acoplados ao motor ainda vão o sistema de escapamento e a tomada de ar (air box). 
Em matéria de desempenho, o propulsor da empresa japonesa apresenta excelente torque nas faixas intermediárias de rotações, atendendo, assim, à variação de tipos de pista do calendário, com circuitos mistos e de rua, ovais curtos e longos (superspeedways).

Câmbio
O carro da Fórmula Indy usa a caixa de mudanças XTRAC #295, com seis marchas (mais à ré) e acionamento sequencial por meio de aletas instaladas atrás do volante de direção. 

O piloto usa a borboleta da direita para subir as marchas, e a da esquerda para reduzi-las. Uma flange metálica conecta o câmbio ao motor. Componentes-chave do conjunto de caixa de câmbio são o reservatório de óleo, barras anti-rrolamento, conjunto de molas e amortecedores das suspensões traseiras e transmissão.

Chassi
O chassi de Fórmula Indy é construído em fibra de carbono e Kevlar - materiais mais leves e resistentes do que o aço, desenvolvido pela agência espacial norteamericana (Nasa) para ser utilizado nos ônibus espaciais -, e colméia de alumínio. Graças a isso, o carro da categoria tem peso mínimo de 726 kg, incluindo todos os fluidos do motor, mas sem piloto e combustível.

O monocoque, ou parte frontal do chassi, inclui o cockpit (compartimento do piloto), a célula de combustível e as suspensões dianteiras. O motor integra a parte posterior do chassi, na qual se junta à caixa de câmbio e, nela, as suspensões traseiras e o aerofólio traseiro. Em sua face inferior, o assoalho possui o efeito-solo, que direciona o fluxo de ar que passa por baixo do chassi, aumentando a eficiência aerodinâmica e a aderência do carro ao chão.

Também incluídas no chassi estão as laterais do carro, que cobrem os radiadores de água e de óleo, e a unidade de gerenciamento eletrônico do motor, entre outros acessórios. As laterais e seus componentes contribuem para o sistema de refrigeração do motor, na aerodinâmica e na proteção do piloto em caso de impacto lateral.

Célula de combustível
É composta de uma bolsa de borracha à prova de fogo e rupturas, encapsulada por uma caixa de Kevlar, para proteção extra contra impactos laterais. Tem capacidade para 83,2 litros (22 galões) de etanol.

Aerodinâmica
As asas dianteira e traseira trabalham em conjunto para criar a força aerodinâmica e equilíbrio entre a parte anterior e posterior do carro. Existem dois tipos de configurações de asa dianteira - oval (speedway) e oval curto ou circuito misto - e, durante a corrida, só pode ser ajustada durante os pit stops para melhorar a dirigibilidade do carro.

A asa traseira dispõe três diferentes configurações: superspeedway (para circuitos ovais de altíssima velocidade máxima, como Indianápolis), para ovais intermediárias, de volocidades mais baixas, e traçados mistos ou de rua.

Suspensões
As suspensões dianteiras e traseiras fazem a ligação entre o chassi e as rodas. Foram desenhadas para suportar as transferências de peso do carro durante as frenagens e acelerações, além das cargas verticais e laterais. Nas suspensões vão acoplados os conjuntos de freios dianteiros e traseiros, com discos de aço nas quatro rodas.

Pneus
Os modelos radiais de competição Firestone Firehawk são montados em rodas aro 15", com talas de 11", na dianteira, e 15", na traseira. O pneu dianteiro pesa 8,1 kg e sua pressão pode variar de 22 a 27 libras, de acordo com o ajuste do carro; o traseiro tem peso de 10,4 kg e pode ser inflado entre 20 e 25 libras.

Dependendo da velocidade, o peso de um carro de F-Indy em ritmo de corrida é quatro vezes maior ao de quando está parado, por isso, as paredes laterais dos pneus têm de ser fortes o suficiente para suportar tamanha carga, mas também com o mínimo de espessura possível para dissipar o calor com mais eficiência.

RAIO X DO CARRO
Motor: Honda Indy V8
Origem: EUA
Cilindros: oito em "V"
Cilindrada: 3500 cm³ a 10 300 rpm
Potência Máxima: 650 hp
Alimentação: aspirado, injeção eletrônica
Combustível: etanol
Peso: 127 kg
Chassi: Dallara
Origem: Itália
Tipo: monoposto
Materiais: fibra de carbono
Peso mínimo: 726 kg
Comp. mínimo: 487,68 cm
Larg. mínima: 198,12 cm (tolerância de 1,27 cm)
Câmbio: caixa XTRAC #295, de seis marchas, sequencial
Célula de combustível: à prova de ruptura com capacidade para 100L
Pneus: Firestone Firehawk
Origem: EUA
Medidas: 10.0/25.8R15 (diant.) e 14.5/28.0 R15 (tras.)

Conhecendo as Categorias (NASCAR)


A National Association for Stock Car Auto Racing (NASCAR) é uma associação automobilística norte-americana que controla os campeonatos de stock car do país.

A NASCAR organiza três grandes divisões nacionais, a principal Sprint Cup Series, a Nationwide Series e a Camping World Truck Series, entre outras divisões regionais.

A NASCAR está sediada na cidade de Daytona Beach, onde também se localiza o principal circuito norte-americano, a Daytona International Speedway.

A partir da década de 1920 Daytona Beach foi um lugar de grandes corridas de stock cars nos Estados Unidos, essas corridas consistiam no uso de carros originais sem nenhum tipo de modificação para corridas. A NASCAR foi fundada em 21 de fevereiro de 1948 por William France e Ed Otto. Antes dessa data, William já organizava corridas que envolviam carros normais de passeio modificados em busca de maior potência e velocidade. A criação da associação foi necessária para padronizar as regras buscando um crescimento desse tipo de entretenimento.

Década de 1950

Em seu segundo ano de atividade, a categoria passou a se chamar Grand National e durante essa década de 1950, foram permitidos modificações nos carros que trouxessem performance e segurança.

Nesses primórdios da NASCAR, os circuitos possuiam uma extensão variando entre 800 e 1600 metros, a exceção ficava para o circuito de Darlington construído em 1950 com 2200 metros, sendo na época o mais rápidos dentre os utilizados. Quase todas as etapas eram realizadas no sudeste americano por causa dos altos custos de transporte dos carros por longas distância na época.

A primeira prova disputada pela NASCAR aconteceu no circuito de terra do Charlotte Speedway na Carolina do Norte em 19 de Junho de 1949. Nesse primeiro ano de competição a categoria teve 8 etapas e foi chamada de Strictly Stock correndo apenas com carros originais de fábrica sem modificações.

Década de 1960

Na Daytona 500 de 1960, logo na primeira volta, houve uma colisão entre 37 dos 68 carros que estavam na prova, os carros rodam, depois baterem uns aos outros e alguns chegam até a capotar. Os capotamentos ocorrem após batidas em outros carros ou subidas de ré (isso ocorreu com um carro dos anos 1940 que bateu em outro carro do mesma época), até hoje é considerado um dos maiores acidentes da história do automobilismo, junto com a tragédia de Le Mans em 1955, após esse ano a NASCAR começou a fazer modificações na categoria para melhorar a sua segurança. Na metade dos anos 60, os carros passaram a ser construídos especificamente para as corridas.

As atenções para o esporte começaram a crescer quando montadoras de veículos passaram a utilizar a categoria para promover a venda de seus carros, entre essas empresas estavam a Ford, a Chevrolet e a Chrysler que ajudavam nos custos das equipes participantes. Muitas equipes e pilotos passaram a viver inteiramente do automobilismo.

A NASCAR realizou grandes mudanças em sua estrutura no ínicio da década de 1970 com o patrocínio da empresa de tabaco RJR mudando o nome da sua principal divisão para Winston Cup, as mudanças tomaram forma no sistema de pontuação e maior premiação aos pilotos e equipes. Algumas provas passaram a ser parcialmente transmitidas por programas esportivos da rede ABC. Esses fatos deram início à era moderna da NASCAR.

A primeira transmissão de uma prova completa e ao vivo ocorreu em 1979 nas 500 milhas de Daytona. Realizada pela CBS, essa prova em seu final ocasionou uma briga entre pilotos que se envolveram em um acidente. Esses fatos criaram uma aura de drama e emoção em torno da NASCAR aumentando sua procura tanto por espectadores e anunciantes.

Desde o início da NASCAR já havia uma competição paralela disputada em circuitos menores. Essa categoria modernizou tornando-se forte em 1982 com o nome de Busch Series que é considerada a segunda divisão da stock car americana.

Em 1995 criou se uma divisão especial com caminhões pick-ups e regras diferenciadas das outras duas divisões que foi chamada de Craftsman Truck Series. Além dessas 3 divisões nacionais, a NASCAR possuí diversas divisões regionais por todo os Estados Unidos.

Algumas exibições da NASCAR já foram realizadas fora do território americano em Ontário e Toronto no Canadá e em Suzuka no Japão. O México teve a oportunidade de sediar a primeira prova oficial contando pontos e premiações no ano de 2005 no Autodromo Hermanos Rodriguez na Cidade do México, prova realizada pela Busch Series. 

Formato da temporada

Chase for the Cup

Em 2004, a principal divisão da NASCAR, a Sprint Cup, trouxe um conceito das outras grandes ligas nacionais americanas, como a NBA, MLB, NHL e a NFL: os playoffs.

Na temporada regular, as primeiras 26 provas do campeonato continuam com o sistema tradicional de pontuação, ao final dessa fase os 12 primeiros colocados do campeonato seguem para a Chase nas 10 últimas provas decidirem o campeão da temporada, nessas provas os 12 pilotos recebem uma pontuação muito maior que os outros garantindo que a disputa do título fique apenas entre eles.

Esse formato além de gerar uma audiência maior também garante que os pilotos da Chase possam renegociar contratos de patrocínio.

All Star Challenge

O All Star Challenge é o equivalente ao jogos das estrelas da NBA. Essa prova realizada em Maio não conta pontos para nenhuma das divisões mas premia o vencedor com $1,000,000. 

São aptos a disputada dessa prova apenas os vencedores da mesma num período de até 10 anos, campeões da principal divisão da NASCAR, vencedor de provas dos dois últimos anos da Nextel Cup, um escolhido pelo público e o vencedor do All Star Open que é um prova preliminar em que todos os pilotos que não possuem vaga garantida podem correr.

Esse evento ocorre no Lowe's Motor Speedway na semana que antecede as Coca-Cola 600 pela Nextel Cup que é a prova mais longa da NASCAR.

Circuitos

A maioria absoluta das provas em todas as divisões são realizadas em circuitos ovais que são dos mais diversos formatos e tamanhos.

Eles variam de ovais curtos, como o de Martinsville com 0,526 milhas (0,841 km) e Bristol com 0,533 milhas (0,858 km), até os mais longos, como o Talladega com 2,660 milhas (4,250 km), o de Daytona com 2,5 milhas (4,0 km).

O formato dos ovais também variam, existem os ovais com 2 curvas simétricas como o de Dover e o de New Hampshire, com 2 curvas assimétricas como o de Darlington Raceway.

Também existem os ovais em formato de D como o de Richmond e o Auto Club.

Existem ainda os tri-ovais como o de Daytona e o de Pocono.

Também existem os quad-ovais com 4 curvas que podem ser simétricas como o de Indianapolis ou assimétricas como o do Texas.

As principais provas em circuitos mistos ocorrem em Sonoma (Califórnia) no Infineon Raceway e em Watkins Glen (New York) no circuito de Watkins Glen International.

Principais Categorias da NASCAR


A Sprint Cup é o atual nome da principal divisão da NASCAR que já foi chamada de Strictly Stock, Grand National, Winston Cup e Nextel Cup.

A entrada da Nextel na Nascar trouxeram novas regras sendo a principal a adoção de uma espécie de playoffs na parte final do campeonato.

Estes playoffs, chamados de Chase for the Cup acontecem nas 10 últimas etapas do campeonato equilibrando a disputa pelo título. Ate o ano de 2006 os classificados para a Chase eram todos os pilotos que estivessem até a décima posição da temporada regular acrescentando todos que estivere a pelo menos 400 pontos do líder.

Na disputa do Chase os pontos dos classificados eram remanejados deixando o líder do campeonato com 5050 pontos e diminuindo 5 pontos para cada um dos seguintes colocados. Os pilotos que não conseguiam a classificação manteriam os seus pontos e seguiriam normalmente no campeonato.

A partir de 2007, as regras da Chase foram reformuladas. Continuou acontecendo nas últimas 10 etapas do campeonato, porém os 12 primeiros classificados, independente do número de pontos, estariam classificados. Todos os pilotos teriam seus pontos remanejados para 5000, acrescentando 10 pontos para cada vitória que cada piloto teve nas corridas antecedentes a Chase.

Essa nova regra não influi diretamente na corrida continuando a ser disputada por todos os pilotos incritos.

Provas Tradicionais

  • Daytona 500 - Criada para rivalizar com as 500 milhas de Indianápolis, é a principal prova da Nextel Cup disputada no Daytona International Speedway como a primeira etapa da temporada distribuindo uma premiação de mais de 1 milhão de dólares para o vencedor.
  • All-Star Challenge - Disputada durante o meio da temporada não valendo pontos, contando com apenas vencedores de provas e votados pelo público mantendo a tradição dos outros esportes nacionais americanos (NBA, NFL).
  • Coca-Cola 600 - A prova mais longa do calendário da Nextel Cup com 600 milhas de extensão realizada no Lowe's Motor Speedway e sempre ocorrendo no dia da mémoria americana.



Encarada como a segunda divisão por ser muito utilizada por equipes para testar e amadurecer pilotos visando a Sprint Cup, que é a divisão principal.

A Busch Series teve seus primórdios na metade do século XX junto com a fundação da própria NASCAR porém só em 1982 ela adquiriu esse nome e esse formato de hoje.

O nome Busch foi incorporado devido ao patrocínio da empresa Anheuser-Busch (Dona da Budweiser). Após o ano de 1986 ela se manteve com o nome de Busch Grand National Series até 2003.

Os carros utilizados na categoria são similares aos da Nextel Cup porém menos potentes.

Há muitas equipes presentes na divisão principal que possuem carros na Busch, eles visam testar pilotos além de permitir que os pilotos mais experientes possam se familiarizar com o traçado das etapas.



A Camping World Truck Series é uma divisão da NASCAR que utiliza caminhões pick-ups. Foi oficialmente criada em 1995 mas no ano anterior já houve várias corridas de exibições realizadas durante os eventos das outras divisões.

Chamado originalmente de SuperTruck Series, trocando seu nome para Craftsman Truck Series em 1996, e modificando-o para o atual desde 2009, foi criada com um diferencial em relação à Sprint Cup e a Nationwide Series nos carro que são modelos de pick-ups e nas regras.

Muitas regras foram utilizadas até hoje visando um custo baixo para a categoria. Inicialmente os pit-stops não eram feitos durante a prova mas sim durante um período de 10 minutos que a prova ficava interrompida. Essa regra foi também implementada por haver vários circuitos que não possuiam uma grande área de pits.

Em 1996 os pit-stops eram limitados a 2 ou 3 dependendo da pista, no ano seguinte a troca de pneus foi banida, sendo permitido apenas o reabastecimento, porém nos anos seguintes foram sendo permitidos as trocas de 2 pneus e depois de 4 pneus.

Atualmente são apenas limitados o número de conjuntos de pneus utilizados por etapa.

A CWTS utiliza vários circuitos nos Estados Unidos que são utilizados por outras competições como a IRL e também pelas outras divisões. As provas possuem uma duração menor da Nextel e da Busch com cerca de 150 e 250 milhas de extensão.

Muitos pilotos e equipes das outras divisões correm ou já correram pela categoria de caminhões, inclusive sendo campeões.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Juventus contrata Vučinić

Juventus contrata Vučinić
Mirko Vučinić marcou 46 golos em 147 jogos da Serie A ao serviço da Roma ©Getty Images 
 
A Juventus garantiu mais um reforço para a próxima época ao contratar Mirko Vučinić, à AS Roma, tendo pago cerca de 15 milhões de euros pelo passe do capitão da selecção de Montenegro.
Vučinić assinou um contrato de quatro épocas com o clube de Turim, que tem estado muito activo no mercado de transferências, na tentativa de esquecer a última época, que se saldou numa enorme desilusão, com a equipa a falhar a qualificação para as competições europeias.
O avançado de 27 anos chegou a Itália muito jovem, tendo trocado o seu primeiro clube, o FK Sutjeska Nikšić, pelo US Lecce, quando tinha apenas 16 anos. Nas seis épocas que passou no clube, cinco na Serie A e uma na Série B, participou em 111 jogos do campeonato e marcou 34 golos.
Vučinić, que já foi eleito por quatro vezes o Jogador do Ano no Montenegro, marcou mais 46 golos em 147 encontros da Serie A pela Roma, onde chegou em 2006, ajudando o clube da capital a vencer por duas vezes a Taça de Itália. O avançado marcou 11 golos em 23 jogos ao serviço de Montenegro.
A Juventus, que agora é treinada pelo antigo médio Antonio Conte, já tinha assegurado nos últimos dois meses o concurso de Andrea Pirlo, Michele Pazienza, Reto Ziegler, Stephan Lichtsteiner e de Arturo Vidal.

Uefa.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Plantel do Sporting Clube de Portugal contará com 28 jogadores

A concretização do negócio tendente à contratação de Jeffren deverá encerrar o plantel leonino para esta temporada. Tudo leva a crer que assim aconteça, pelo que o extremo espanhol nascido na Venezuela passará a tornar-se no 28.º elemento do grupo de trabalho às ordens de Domingos Paciência para a época que se avizinha.
Este é, de resto, um número superior de elementos quando comparado com as últimas épocas, nas quais o plantel não chegou a ultrapassar os 26 atletas.
Curiosamente, Jeffren pode não ser o último a chegar a Alvalade, apesar de se constituir como a derradeira contratação para esta temporada. Isto porque Santiago Arias continua a participar no Mundial Sub-20 depois de também ter marcado presença no Torneio de Toulon. O lateral já foi apresentado oficialmente, mas será muito provavelmente o último a chegar a Alvalade.

In: Record

Jeffren está seguro no Sporting

O processo negocial de Jeffren está próximo da conclusão, faltando nesta fase que o Barcelona oficialize o princípio de entendimento que existe entre as partes para que o negócio fique consumado.
Com efeito, os leões já chegaram a acordo com o emblema catalão para a transferência do extremo, por uma verba abaixo dos 5 milhões de euros, com o clube liderado por Sandro Rossel a assegurar ainda uma opção de recompra.
Ao mesmo tempo, os leões acertaram com Éffren Suárez, pai e agente do jogador, os princípios de um entendimento que ligarão Jeffren, 23 anos, ao Sporting por cinco temporadas (2015/16).

In: Record